CRM interdita Samu Metropolitano localizado em Macaíba

A interdição do SAMU Metropolitano foi oficializada às 17 horas de ontem, ocasião em que uma funcionária do CRM entregou ao coordenador médico daquela unidade de saúde, Jailton Martins Vale, a resolução tirada de uma reunião realizada às 11 horas da manhã com 14 dos 40 conselheiros do CRM.

Presidente em exercício do CRM, o médico Marcos Jácome de Brito informou que logo pela manhã, uma equipe da instituição foi à sede do SAMU Metropolitano, onde foi constado que lá não havia nenhum médico de plantão para atender aos pedidos de socorro feitos pela população. Marcos Jácome explicou que além dos três médicos descredenciados, por força do encerramento do contrato temporário, mais três médicos vão deixar de prestar serviço ainda este mês pelo mesmo motivo. “A equipe médica que é de 14 profissionais, vai ficar reduzida a 11”, disse ele.

Segundo Jácome, o quadro de plantonistas do SAMU Metropolitano “é insuficiente para manter um serviço daquele funcionando”. Do jeito que está, continuou ele, a prestação do serviço “põe em risco a população e os próprios profissionais”.

Jácome explica que para o serviço de urgência do SAMU funcionar a contento são necessários pelo menos três plantonistas por dia.

Além da contratação de médicos para o quadro de plantão, o CRM exige da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), o aparelhamento do SAMU Metropolitano com equipamentos de gravação de chamadas, “que já funciona muito bem no SAMU de Natal”.

A Sesap informou que hoje deve sair o edital para a seleção de pelo menos 14 médicos para complementar o quadro de 21 profissionais plantonistas do SAMU Metropolitano. A TRIBUNA DO NORTE não pôde entrar no pátio interno do SAMU Metropolitano, mas o coordenador médico Jailton Vale informou que aquela unidade atende, em média, 300 chamados por dia, inclusive trotes e pedidos de socorros não pertinentes”.

Segundo ele, nesses casos, o SAMU orienta a população quanto alguns procedimentos, como procurar uma equipe do PSF, um posto de saúde, mas não pode fazer consulta por telefone e nem receitar medicamentos. “Apenas 80 dos casos são pedidos de socorro de urgência”, explicou ele.

Vale explica que o SAMU Metropolitano atende oito municípios da Grande Natal, exceto a capital, que tem o seu próprio serviço e Vera Cruz, município que ainda “não compactuou com o SAMU”.

Fonte: tribuna do norte