Para um aluno de escola estadual, não é nada fácil competir com estudantes de colégios privados em um vestibular. Geralmente, a formação básica do primeiro é mais deficiente e a estrutura disponível para o segundo é mais eficiente. Isso quando ambos contam com condições semelhantes, pelo menos do ponto de vista de acesso aos conteúdos. Agora, se a disputa já pende para um lado, imagine quando um desses lados, o mais fraco, não conta sequer com um item básico na educação: o professor.
Em disciplinas como Química, Física, Matemática e Biologia, muitas escolas de Ensino Médio do Rio Grande do Norte não possuem professores. E a perspectiva de pôr fim ao problema não é das melhores, uma vez que do último concurso realizado pela Secretaria Estadual de Educação, em 2005, praticamente só restam aprovados a serem chamados para Natal e Mossoró. Os demais 165 municípios vão depender da boa vontade desses profissionais em aceitar trabalhar fora de suas cidades, do aumento da carga horária dos atuais educadores, ou da contribuição dos estagiários, pois não há previsão de novo concurso.
Situação em Macaíba
Enquanto isso, a realidade em muitas salas de aula é igual à da estudante Fernanda Larissa Costa, de 18 anos, aluna da Escola Estadual Alfredo Mesquita, em Macaíba. As lições de Química que a jovem recebeu em 2009 não completam os dedos da mão. Um professor apareceu no meio do ano, mas logo foi embora. Pior, o problema não ocorre somente em 2009, no pré-vestibular, mas desde o primeiro ano do Ensino Médio. Resultado: adiado o sonho de uma universidade.
“Não vou fazer vestibular este ano, não tenho condições, só no próximo, quando fizer um cursinho. A gente não tem a menor chance contra os estudantes de escola particular”, lamenta a aluna. A realidade é a mesma de sua colega de turma, Juliana Pacheco, 18, que também não contou com professor de Química em nenhum dos três anos do Ensino Médio. Já outra aluna do Alfredo Mesquita, Keinia Monalisa, 18, decidiu enfrentar o desafio ainda em 2009.
A estudante que sonha ser aprovada no curso de Medicina da UFRN, frequenta cursinhos particulares de outras disciplinas e apela para a contribuição de um amigo, quando se trata do conteúdo de Química. “Ele me ajuda, pois só tive algumas aulas dessa matéria este ano”, reforça.
O diretor do colégio, José Pinheiro Borges, reconhece o grande prejuízo dos estudantes em não contarem com uma disciplina durante praticamente todo o ano. “Aluno de escola pública já tem dificuldade em competir, mesmo com todos os professores”, lembra. De acordo com ele, alguns estagiários chegam a assumir a vaga dos efetivos, mas como passam vários meses trabalhando até receber o primeiro salário, terminam desistindo.
“Em informática, nós temos uma sala com computadores, mas nenhum professor. Quem dá aula é um aluno que sabe um pouco mais, ou um ‘amigo da escola’. Eles ajudam, mas não é o ideal, pois o ideal seria termos o professor específico.”
Fonte: tribuna do norte
Em disciplinas como Química, Física, Matemática e Biologia, muitas escolas de Ensino Médio do Rio Grande do Norte não possuem professores. E a perspectiva de pôr fim ao problema não é das melhores, uma vez que do último concurso realizado pela Secretaria Estadual de Educação, em 2005, praticamente só restam aprovados a serem chamados para Natal e Mossoró. Os demais 165 municípios vão depender da boa vontade desses profissionais em aceitar trabalhar fora de suas cidades, do aumento da carga horária dos atuais educadores, ou da contribuição dos estagiários, pois não há previsão de novo concurso.
Situação em Macaíba
Enquanto isso, a realidade em muitas salas de aula é igual à da estudante Fernanda Larissa Costa, de 18 anos, aluna da Escola Estadual Alfredo Mesquita, em Macaíba. As lições de Química que a jovem recebeu em 2009 não completam os dedos da mão. Um professor apareceu no meio do ano, mas logo foi embora. Pior, o problema não ocorre somente em 2009, no pré-vestibular, mas desde o primeiro ano do Ensino Médio. Resultado: adiado o sonho de uma universidade.
“Não vou fazer vestibular este ano, não tenho condições, só no próximo, quando fizer um cursinho. A gente não tem a menor chance contra os estudantes de escola particular”, lamenta a aluna. A realidade é a mesma de sua colega de turma, Juliana Pacheco, 18, que também não contou com professor de Química em nenhum dos três anos do Ensino Médio. Já outra aluna do Alfredo Mesquita, Keinia Monalisa, 18, decidiu enfrentar o desafio ainda em 2009.
A estudante que sonha ser aprovada no curso de Medicina da UFRN, frequenta cursinhos particulares de outras disciplinas e apela para a contribuição de um amigo, quando se trata do conteúdo de Química. “Ele me ajuda, pois só tive algumas aulas dessa matéria este ano”, reforça.
O diretor do colégio, José Pinheiro Borges, reconhece o grande prejuízo dos estudantes em não contarem com uma disciplina durante praticamente todo o ano. “Aluno de escola pública já tem dificuldade em competir, mesmo com todos os professores”, lembra. De acordo com ele, alguns estagiários chegam a assumir a vaga dos efetivos, mas como passam vários meses trabalhando até receber o primeiro salário, terminam desistindo.
“Em informática, nós temos uma sala com computadores, mas nenhum professor. Quem dá aula é um aluno que sabe um pouco mais, ou um ‘amigo da escola’. Eles ajudam, mas não é o ideal, pois o ideal seria termos o professor específico.”
Fonte: tribuna do norte