Uma ocorrência rotineira por pouco não termina em morte.
Estando de serviço nesta quarta-feira (16) em Macaíba, fui solicitado pelo CIOSP para dar um apoio a SAMU que iria conduzir um homem que estava em tratamento psicológico.
Chegando a residência mantivemos contato com os familiares e com o doente que estava trancado no quarto, após algumas conversas foi necessária arrombar a porta do quarto.
Ao arrombar a porta do quarto o doente saiu com em posse de uma faca atacando os policiais e os enfermeiros que estavam presentes.
Por sorte, nenhum de seus ataques teve sucesso.
Este surto fez com que os policiais fossem obrigados a saírem da casa.
A família do doente convenceu o mesmo a entregar a faca e pediu aos policiais que entrassem na casa para conversar com o mesmo.
Aproximando-se do doente imobilizamos e conduzimos com a SAMU ao Hospital Psiquiátrico.
CONCLUSÃO
Esta ocorrência poderia ter tido outro final, tanto os policiais quanto o doente poderia morrer devido ao confronto.
O doente iria matar por não querer ser conduzido e o policial iria efetuar disparo para se defender.
TASER
O uso da TASER seria bastante importante em uma ocorrência deste tipo, pois ao arrombar a porta teria um policial posicionado que efetuaria um disparo ao ver o doente saindo com uma faca, sendo muito mais fácil a sua imobilização.
Mantido contato com os oficiais do 11º Batalhão os mesmo informarão que há alguns meses vem sendo solicitada a aquisição de pistola TASER ao Comando Geral, e até agora não foi recebida nenhuma destas pistolas.
Os policiais do 11º Batalhão solicitam ao Comando Geral a entrega de pistolas TASER que já foram distribuídas a cerca de um ano em outras unidades.
“Nós não estávamos mal preparados, estávamos mal equipados”
CABO HERONIDES
