Uma granja acima de qualquer suspeita. Cavalos, animais menores, uma caminhonete Montana estacionada. Esta é a descrição do local onde foram encontrados, no início da madrugada de ontem, na rua projetada Jardim Potiguar, em Macaíba, aproximadamente 500 maços de cigarros da marca US, que a polícia suspeita serem mercadorias roubadas e que eram revendidas na região Sul da Grande Natal.
“É uma casa com o muro alto, com um portão de ferro. A casa é, aparentemente, bem construída. No entanto, dentro, não havia nada. Nenhum móvel. Só alguns suportes de madeira, semelhantes aqueles que são colocadas as mercadorias nos supermercados”, contou o delegado. A Polícia Civil chegou até o local, junto ao Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep), por volta das 2h, depois que a Polícia Militar foi acionada para atender uma possível tentativa de assalto.
Segundo o delegado, uma viatura da PM chegou ao local e encontrou um rapaz não identificado com a mão cortada, próximo à granja. Ele afirmou que a família dele estava como refém e que precisava ir até o posto de combustível, onde um parente dele iria pegá-lo para levar ao hospital. Os PMs fizeram isso. Deixaram o rapaz no posto mais próximo e foram atrás de reforços para voltar à granja. O problema é que, quando chegaram lá, não havia mais ninguém na casa e, do posto, o homem havia desaparecido.
“Aparentemente, este rapaz que estava dizendo que a família era refém era o dono da mercadoria sem nota fiscal e estava sendo roubado, talvez por um concorrente. Conseguimos descobrir com os moradores vizinhos que a granja estava alugada a uma pessoa identificada como Tchê, que ainda não apareceu e, segundo as características, era justamente essa pessoa que foi levada ao posto pelos PMs. Quando chegamos à granja, deu para perceber que o grupo que fazia o roubo saiu apressado, talvez devido à chegada da PM. Ainda havia uma caixa de cigarros lacrada e outros maços espalhados pelo terreno”, contou o delegado.
Na casa do caseiro, localizada vizinho à residência central da granja, mais mostras de que alguém teve que fugir às pressas. “Estava tudo bagunçado lá. Inclusive, havia um frango inteiro descongelando. Parece que alguém largou tudo e fugiu e outra pessoa veio e revirou os objetos, procurando algum pertence”. A Delegacia de Macaíba vai investigar o crime e tem como primeiros desafios descobrir o que realmente funcionava na granja e quantas pessoas a invadiram.
Fonte: tribuna do norte